No Busão

No busão- Do blog Todo Glamour Será Recompensado

Bom, agora que estou me tornando mendiga esse blog terá menos histórias de táxi. E mais de ônibus. O que não deixa de ser interessante porque são mais personagens, também tem um motorista e tem sempre um passageiro que quer interagir. Porque essa necessidade de falar? Porque as pessoas não podem ficar quietinhas, lendo seus livros, escutando suas músicas?
Pois era assim que estava uma menina. Em pé, ouvindo calmamente sua Indie Music no I-pod, com o uniforme do colégio Fernão Dias, pensando no seu respectivo cabeludinho. Um fanfarrão de bigode e carteira embaixo do braço, sentado na sua frente, começa a chamá-la. Ela demorou pra perceber. A música tava alta. Tentou de novo, fez mímica. Ela então tirou o fone de ouvido.
Ele fala: Ei, menina! Estudei aí nesse colégio também. Ela dá um risinho sem graça, coloca o fone e volta pra parte do pensamento em que o cabeludo arrancava a sua pulseirinha do sexo. O bigode continua falando sobre o colégio com o cara do seu lado. Uma sonhando com o presente. O outro com o passado, pra esquecer que ele se tornou isso no presente. Fiquei triste. Esse tipo de saudosismo exacerbado é muito amargurado.



Escrito por Rúbia às 18h57
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Gente bonita e solidária

 

Ouvi a frase mais verdadeira da minha vida ontem: Quem diz que o povo brasileiro é bonito e solidário, definitivamente nunca pegou um busão na vida. Genial. E triste.
Quantas vezes não vi senhoras em pé e jovens com o bundão sentado, ainda mais na parte da frente. E mulheres grávidas. E mulher segurando nenê. E gente com um monte de coisas nas mãos e ninguém se ofereceu para segurar. É um circo do absurdo o busão.

E quanto a parte da gente feia: O povo brasileiro é muito mal acabado. Desculpem, mas é, na maioria, verdade.



Escrito por Rúbia às 16h27
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Hospital Santa Cruz– uma meeeeerda

 

Ontem estava tossindo feito a peste e com uma gripe de lascar. O povo do trabalho, já morrendo de medo que estivesse com a gfripe suína, me mandou ir ao médico. Fui ao pronto socorro porque já era tarde para conseguir uma colsulta numa clínica. Cheguei lá umas 18:30 e tinha pelo menos uma centena de pessoas na minha frente. Mas pensei que, por causa da tal gripe, tivesse bastante médico pra atender todo mundo. Ledo engano, olha só.

Para começar, todo mundo sem máscara. Pacientes, recepcionistas, enfermeiros, médicos. Era uma festa de vírus e bactérias naquele lugar. Os acompanhantes, provavelmente, hoje acordaram doentes. Fiquei horas para ser chamada na recepção, para fazer uma simples ficha. Claro, duas moças para um bilhão de doentes.

Bem, estou lá, lendo meu livro sobre Ayurveda, tentando ficar calma e paciente. Quando olho no relógio, já são mais de 20:00h e eu nem sequer tinha passado na triagem. Foi quando ouvi a campaínha da senha e... pularam meu número! Fui reclamar e eles nem sabiam da minha ficha, perderam! Fiz outra, com a maior calma indiana do mundo, aproveitando os ensinamentos do livro. Passado um tempo, me chamam na triagem. Não estou no grupo de risco da gripe suína. E lá vou eu esperar a próxima etapa: a consulta.

Ah, antes de mais nada, deixa eu lembrar que não é hospital público, hein? Pago muito bem aquela porcaria de Unimed. E eu lá. Tica tac tica tac. E nada. E eu lendo. E gente vomitando. E gente desmaiando. E gente reclamando. E eu lá, lendo.

Quando deu 22 horas, já comecei a falar alto, sabe como é... Quase chutando as portas, quase chutando todo mundo. DOIS médicos. Só isso. E eles atendiam um, em 5 minutos, e demoravam mais 40 minutos para chamar o próximo. E não tô exagerando. Lá pelas tantas (já tinha parado de olhar o relógio para não piorar a situação), meu número é chamado, aleluia! Para meu espanto, um médico super gentil, pedindo mil desculpas. Pô, me quebra as pernas assim, né? Nem consegui xingar ele, fui até simpática. Ele me pediu um raio X, para ver como andava o meu pulmão (que não é lá essas coisas). E lá vai mais chá de cadeira.

Esperando no corredor, ouço uma gritaria e risadas dentro da sala de raio X. Não tive dúvidas. Dei 5 batidas fortes na porta, e só se ouve um grilinho, cri cri cri... um feno rolando apareceu... e um cara abriu a porta, com a maior cara de pau do mundo, e mais dois lá dentro, fingindo analisar uma chapa. Parecia cena de filme. Eu reclamei, lógico. E fui atendida, entre idas e vindas à enfermaria.

Feito o Raio X, tinha que esperar ficar pronto. Ai... E eu só com o almoço. Mas essa parte, graças a Deus, foi rápida. Só que agora eu tinha que esperar o médico voltar para ver, e ele estava em outro andar, atendendo uma emergência. Mais algum tempo e ele aparece. Entro na sala com ele, e mais uma vez ele é muito simpático.

Resultado da noite: Os dois pulmões meio encatarrados, uma receita de cortizona, uma fome da pega (tava desde o almoço sem comer) e chegando em casa no dia seguinte. Já passava da meia noite.



Escrito por Rúbia às 16h19
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Serviço de Respeito ao Consumidor

**Postado no Melhor Amiga

Alguém aí já tentou pegar um táxi para perto do local do ponto e ouviu um não bem redondo?

Eu entendo que eles perdem a vez no ponto, mas é lei, eles têm que nos levar. Para isso tem o valor mínimo cobrado.

Certa vez, um motorista me insultou quando soube para onde ia, mas já era tarde demais, já tinha botado minha mala no carro dele. E ainda disse: "Você tem trocado pelo menos, né? Senão, pode sair fora!" Acreditam?

Eu ouvia isso direto. Até que descobri as três letras mágicas que assustam qualquer taxista: DTP - Departamento de Transporte Público.

Se eles forem denunciados, levam suspensão. E quem é que vai querer ficar sem trabalhar e receber por um tempão?

Nada contra taxistas, o meu sogro querido é um deles, e ele mesmo me disse que não pode negar viagem, seja para onde for.

Infelizmente as coisas no Brasil `as vezes têm que ser na base da apelação. Com certeza não é a melhor forma de educar as pessoas, mas acho que resolve.



Escrito por Rúbia às 12h18
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Solidariedade?

Vou transcrever aqui um post que fiz no outro blog, acho que tem a ver com o tema deste! ;)

 


Cresci ouvindo que o povo brasileiro é solidário e está sempre sorrindo. Infelizmente ontem comprovei o contrário. Menos a parte do sorriso, essa parte estava lá, mas não era o momento.

Estava no ponto de ônibus quando o cara do CET apitou para o pessoal da Rebouças parar. Estava vindo um carrão, nem sei que marca é. Fato é que ele parou, mandaram, né? Nisso, veio um Peugeot com tudo atrás do infeliz. Não demorou a sair a maior fumaceira do “Pejozinho”. O carrão, nem um arranhão.
A mulher do carrão gritava com o cara do CET e o coitado do Peugeot ferrado nem saiu do carro, ficou com uma cara de conformado...

Enquanto isso, o povo do ponto de ônibus ria da tragédia, fazia comentários idiotas uns com os outros, meros desconhecidos, mas partilhando de um momento único de tragédia alheia. Fiquei chocada ao ver como estavam se esbaldando com o acontecido. Não me aguentei. Não consigo ficar quieta. Comecei a falar alto, perguntar qual era a graça. Chamei todo mundo de invejoso porque não podiam ter um carro daqueles, que iam morrer tomando ônibus com uma mentalidade daquelas.

Agora me pergunto, cadê o povo solidário? Sorridente continuam, mas rir de desgraça dos outros é a maior prova de ruindade que já vi.



Escrito por Rúbia às 16h18
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Cara de pau sem tamanho

O que acontece com as pessoas que copiam as outras na caruda, hein? Tanto pior, as empresas que fazem isso? Que eu saiba, elas têm um nome a zelar, mas parece que não se preocupam com o que o povo vai comentar. Eu achava que o “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” só funcionasse com esquizofrênicos.


Cansei de ver propaganda na TV copiada de filmes gringos. E não me venham falar em referência. É cópia mesmo. Na caruda. Chupinhada total, até a trilha igual, uma vergonha. Ah, detalhe: o mesmo tipo de produto. Afemaria, gente, onde foi parar a criatividade já afamada dos brasileiros?


Outra coisa que me deixou maluca foi a tal festa Spirit of London White. Invejando as proporções do mega evento Sensation White (que virá para o Brasil este ano, trazido pela Skol), a produção da Spirit simplesmente copia o tema da festa e bota pra acontecer uma semana antes da original. Até o roteiro do spot de rádio parece com os das mídias utilizadas pela Sensation.


Acho que a preguiça também já afamada dos brasileiros ultrapassou a mente esperta. E a semvergonhice, mais ainda.



Escrito por Rúbia às 11h33
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Do interiorrrr do interiorrr

Salão de beleza da capital não é muito diferente do interior, não. Tem aquela falação toda, cheiro de esmalte e acetona barata. Mas no interior todo mundo se conhece, o que facilita a propagação das fofocas. Aqui não. No máximo você troca confidências leves com a sua manicure de confiança.

Ontem fui ao salão às 8 da manhã, assim que abriu. Estava eu e uma senhora lá no outro canto da sala. Foi quando eu tive a infeliz idéia de fazer contato visual com a mulher. E ela, numa vontade louca de conversar com alguém, foi logo dizendo, com sotaque de Minasssss (mas logo depois descobri que ela não era mineira), sem respirar:

_ Sabe, eu tô na casa de minha filha aqui do ladin. Eu venho de Cachoeiro, no Espírito Santo, sabe? Pertin de Castelo (COMO É QUE EU IA SABER ONDE RAIOS FICA ESSA CIDADE?). A minha filha falou pra eu comprar a passaggg pra cá no Natal, no dia mesm. Aí, liguei pro Junin (QUEM DIABOS É ESSE?) prá ligá lá na rodoviária, no balcão do ônibus. Foi uma peleja consiguí uma passagggg no Natal, sabe? Mas aí eu vim e voltei porque teve uma chuva das braba por lá em Cachoeiro. Tava tudo alagado. Eu não moro na favela não, essas coisas, mas inundô. Perdi tudo, minina, e voltei pra cá. Mas ainda volto pra lá (JÁ VAI TARDE, MINHA SENHORA), sabe? É que tinha um padre, o Osório, que morreu faz uns 5 anos. E ele fez uma profecia antes de morrer. Disse que ia ter 3 enxente lá, deu até as data. E deu certinho, minina! Dá até medo. Ele era assim, sabe... escurin? (NEGRO VIROU PALAVRÃO?? NÃO SABIA! PODE FALAR ALTO, VÉIA!). Escurin assim, bem marronzin.

Nisso, GRAÇAS AO BOM DEUS, chegaram as manicures, minha e dela. E a véia não parava de falar! E eu nem sabia porque ela tinha começado, muito menos onde ela queria chegar contando sobre aquela viagem maluca. E ela continuou falando, desta vez com a manicure dela e às vezes, quando eu ousava espirar por cima da cabeça da minha manicure, via a dona falando e olhando pra mim, esticando o pescoço.

Quando acabou, ela disse pra moça: “Adorei você, viu? Da próxima vez que precisar, já vou marcar com você.” E a coitada da manicure deu um sorriso, se virou pra mim e numa careta pediu socorro.

Vai falar assim no inferno.

 



Escrito por Rúbia às 12h07
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Só acontece comigo

Fazia tempo que ninguém conversava comigo no ônibus. Mas ontem, conversaram. E não foi um velhinho simpático, como de costume. Foi um doidão. Sério, fiquei com medo até.

Minha amiga Luana e eu estávamos comentando que estávamos cansadas e aí o doido se levantou do banco, segurou no cano e lançou, com olhar penetrante: “Vocês acham que estão cansadas?” Fiquei olhando com cara de Q pra Luana e ela fazia o mesmo. Aí ele manda, depois de vários segundos mudos e constrangedores: “Imagia eu, que trabalho e faço faculdade” (como se a gente nunca tivesse feito isso na vida e como se nós estivéssemos interessadas). Esse foi o lance inicial de um interminável monólogo cheio de contatos visuais profundos e apavorantes. Estava morrendo de rir por dentro, fazia o impossível pra não olhar pra Lu, senão seria fatal.

Depois foi mais ou menos assim (entre uma fala e outra, simples movimentos de cabeça nossos concordavam):

_ Conhece o Shopping Paulista? Então, a empresa que trabalho é do tamanho dele mais metade. Um shopping e meio. (NUOSSA)
_ Onde eu trabalho tem 30 mil funcionários. (E o Kiko?)
_ Tem 30 mil funcionários onde eu trabalho. (Invertendo a frase logo em seguida, vai parecer que tem mais gente trabalhando lá?)
_ É. (Ele fazia isso sempre, meda! E sem nenhuma emoção no rosto.)
_ Olha a foto da minha sala de aula. (Meda! Ele tirou o celular do bolso pra mostrar a foto, achei que ia sacar uma arma. De brinquedo, lógico.)
_ Comecei o curso com 120 alunos, agora já tem 153. (Será que ele tem amigos lá?)
_ Começou com 120 e agora são 154 (Que? Entrou mais um aluno enquanto estávamos no busão?)
_ É. (Sem comentários.)
_ Ainda faltam 2 anos para acabar. (Mais 2 anos de solidão em meio à multidão, coitado.)
_ Faço Contabilidade e Financeiro. (Sabia!)
_ Trabalho lá em Barueri, tem 30 mil funcionários lá. (De novo??)
_ Acordo às 6 e durmo à 1. (Grande coisa!! E isso é dormir pouco?? Eu durmo bem menos que isso e não fico me lamuriando com desconhecidos no ônibus.)
_ Eu moro perto do shopping Santa Cruz, conhece? (Meda! Moro lá também, mas fiquei bem quieta. Vai que ele pede meu endereço para me mandar uma lembrança, sei lá, tipo um bode?)
_ Eu bato o joelho na menina da frente. (Que??? Na Luana???)
_ Vou descer aqui, tchau! (Ah, mas já?? Agora que tava ficando interessante!)

 

 

Sem noção



Escrito por Rúbia às 17h23
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E por falar em bundas...

Enquanto umas têm a bunda peneirada, outras são bem aventuradas.

Maaaasssss.... (Sempre tem um “mas”. Senão não teria graça.)

Por a vergonha do lado de fora e mostrar TUDO NO TRABALHO, já é demais, né, minha gente? Concordo que é bonita a tal da bunda, mas há lugares e lugares.

 

 

OPA!



Escrito por Rúbia às 16h38
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ETs do planeta Chapeuzinho Vermelho pousam em São Paulo

Em um terrível verão fora de época, ETs friorentos invadem a cidade.

ETs



Escrito por Rúbia às 16h17
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Mais uma em um milhão

Falando em promessas de ano novo... Claro, prometi fazer academia. Ai, que ridículo. Fiquei empolgada no começo, vendo os resultados e as banhas escorrendo pelo ralo. Mas aí começam as desculpas:

. Hum... Melhor eu ir só dia sim, dia não, porque lavar o cabelo todo dia ta deixando ele ressecado.
. Nossa, minhas unhas estão horríveis. Ou vou à manicure no horário da academia ou amputo as mãos. Acho melhor não malhar então.
. Não posso ir à academia amanhã cedo. Tenho aniversário hoje à noite, meu cabelo vai voltar fedendo cinzeiro e vou precisar lavá-lo quando chegar. Aí, amanhã, depois da academia, terei que lavá-lo de novo e o ressecamento vai piorar...  É, não vou.
.  (Terça-feira): Ah, não fui desde segunda mesmo, agora não adianta mais.
. Aiii!!!! Que dor no ombro. Acho melhor não ir, vai que estou com artrite. Só vai piorar.
. Bom, são 2 da manhã. Para acordar às 6, terei dormido só 4 horas. Mas dessas 4 horas, vou passar 1 hora ainda tomando banho, escovando os dentes, fazendo o chá Bons Sonhos, tomando o chá Bons Sonhos. Mais 1 hora até pegar no sono, mesmo com o chá Bons Sonhos. Levanto e tomo mais um, o que leva pelo menos mais 1 hora. Aí engasgo com a minha placa protetora de dentes. Mais uma hora para me recuperar do susto. Aí fico ansiosa olhando pro relógio porque vou dormir muito pouco e acabo não dormindo. Então: 4 menos 4 dá 0. Não posso ficar sem dormir. Não vou mais.
. Aiii!!!! Que dor no joelho. Acho melhor não ir, vai que estou com artrite. Só vai piorar.
. Amanhã tenho raio X pra levar no ortopedista e exame no Instituto do Sono. Também não vai rolar.


Depois dessa, acho que entendi porque as academias cobram 6 meses adiantado.

 

Rasgando a virilha

 



Escrito por Rúbia às 15h26
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Uma em um milhão

Todo final de ano faço uma lista de coisas que prometo fazer no ano que se aproxima, sabendo depois do primeiro mês que isso não passa de balela.


Mas uma das coisas que vem me causando problemas (uma promessa que não consigo cumprir, é mais forte que eu), é fazer caretas para o que eu não gosto na rua.


Pode parecer ridículo eu falar assim, mas não me contenho. Meus músculos faciais criam vida própria por uma fração de minuto e aí já era, tarde demais. Lá estou eu, defronte a uma criatura que nunca sequer vi na vida, fazendo careta pra ela.


O bom de morar na capital é isso, a pessoa que receber a minha sutil reprovação facial nunca mais vai me ver na vida pra poder se vingar.


Só que hoje passou dos limites. Passou uma fofa na minha frente e eu, além de fazer careta praquela bundona cheia de celulite sendo exposta numa calça branca skini, soltei um “ECA!”. Juro, me senti mal de ter sido tão malévola. A fofona ouviu e nem veio tirar satisfação comigo, saiu cabisbaixa tentando tapar o traseiro com a bolsa.

 

NUOSSA!



Escrito por Rúbia às 15h25
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Os cigarros que eu não fumei

Uma das minhas músicas preferidas diz isso. Os cigarros que eu nunca fumei.

E os prédios que eu não derrubei? E as pessoas que nunca beijei?

Os corredores imensos que não atravessei. As tatuagens tribais que não tatuei. As rodovias que não viajei. As drogas que nunca provei. As crianças que não brinquei. O dinheiro achado que nunca gastei. As competições que não participei. As lutas que nunca travei. Os ônibus para o purgatório que nunca embarquei. As músicas hippies que não ouvi. Os peixes que eu não comi. Os desvarios que não cometi. Os livros de sociologia que nunca li. Os restos que nunca comi. Os restos que quero longe de mim.

Pensando bem... Acho que só faço o que gosto.

 

Ainda não fiz... Thank God!



Escrito por Rúbia às 19h57
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Inversão de valores

Ontem à noite estava vendo TV e mais uma vez senti vergonha de ser publicitária. Mas pelo menos a vergonha alheia é maior (porque acredito que eu não faria tamanhas imbecilidades).

Um comercial tosco seguido de um outro muito fraco foram a discussão da noite. E cheguei a conclusão de que nunca, em toda a história da televisão brasileira, os comerciais foram tão idiotas. Fracos, sem fundamento, brincam com o nosso intelecto. O que estão pensando, que a gente não pensa, não tem opinião, engole qualquer coisa? Pelo amor de Deus!

Se eu fosse o anunciante, iria pedir o básico, sem gracinhas. Que façam uma propaganda com humor inteligente ou, por favor, apenas digam o que precisa, sem rodeios. Como os “reclames” de antigamente. É mais honesto, simples e não ri da sua cara. E não custa milhões.

Tem gente que vai ler e dizer: “Ah, ela é de internet, por isso mete o pau”. Não! É só parar para pensar, aqueles que ainda têm neurônios não tocados pela várzea da TV. Com mídias digitais você tem a oportunidade de pensar em coisas legais para entreter e informar os consumidores. Oferecemos interação, uma coisa impagável hoje em dia. Fazemos com que o consumidor vá até você. Não precisamos entupir as revistas deles com um bando de papel sem conteúdo. Papel que será esquecido. Filme que será evaporado.

Aí você comparar o salário do cara que faz papagaiada na TV, como a da casa que pega fogo porque estão comendo mortadela, com os caras de internet que realmente oferecem algo tanto para o cliente quanto para os consumidores, e fica pasmo. Como e quando isso aconteceu? As pessoas são cegas, surdas e mudas, não é possível.

 

Muito criativo



Escrito por Rúbia às 15h12
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Falta de educação no condomínio

Faz uns 5 anos que moro na capital e ainda não me acostumei com certas indelicadezas dos não-caipiras. Se dizem muito civilizados, mas (apesar de sermos vizinhos):

. Não me esperam para pegar o elevador. Muito pelo contrário, saem em disparada na frente, sem fazer contato visual, para fingir que não viram.
. Jogam o lixo fora da lixeira. Isso porque tem uma placa muito grande na lixeira: "Por favor, joguem o lixo nos latões. Sujeito a multa."
. Quando levam o totó para passear, não somente não o pegam no colo, como manda o condomínio, como ainda deixam os fofuchos batizarem o elevador com xixi.
. Quando estou cheia de sacolas de compras e paro antes do cidadão que divide o elevador comigo, o cara nem se abala em ajudar a abrir a porta. Fica lá com aquele fone idiota, olhando para o alto, como se não visse.
. Escutam música no último volume, e à noite. Detalhe: o tal cidadão é o sub-síndico.
. Fazem a maior arruaça quando chegam da balada e se a agente liga reclamando, eles fazem mais barulho ainda e gritam: "Agora é que o bicho vai pegaaaaaaaarrrr!!!'.

É, as doçuras e as agruras de viver aqui. Ainda estou procurando a parte doce da coisa, mas acho que ainda encontro, tenho fé.

 

2 em 1: Vizinhos animadinhos no elevador



Escrito por Rúbia às 16h49
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