É para refrescar?
Dúvidas me acometem quando saio às ruas. Adoraria saber, por exemplo, porque que as pessoas botam os pés no painel do carro? Tipo aquela minazinha que o cara acabou de conhecer, vai levar ela para um barzinho, coisa e tal, passa na casa dela e ela tchum! Taca o pezão no painel do camarada. Que é isso? Tomar ar condicionado na perereca? É para refrescar a bacurinha? Juro, fico possessa quando vejo alguém com o pélão no painel. Qual é a deles? O que tem de tão bacana em colocar os pés para cima? O mesmo pergunto para os publicitários (juro que não é o meu caso). Por que eles têm que colocar os pés na mesa de reunião? Será que o cérebro fica nas joanetes? Sempre vai ter um fulano que começa, aí vem outro e o imita, junta mais uns 3 e é um festival de chulé durante toda a reunião, uma nuvem amarelada paira na sala e de repente alguém tem a genial idéia de comprar Doritos. “Hum, me bateu uma vontade de comer Doritos, já venho, vou comprar.” Por que será, não? E depois da reunião, frustrante, fulano bota a culpa no ciclano que deixou decentemente suas frieiras escondidas na papete. Criativo bom é criativo que usa All Star e exibe suas meias furadas em cima da mesa. Senão, nada de idéias. Outra coisa que me perturba são as mensagens de Feliz Natal nas padarias, shoppings, bancas de jornais e lojas de 1 e 99. Alguém tenha a bondade de me explicar porque as pessoas que não conheço nem quero contato me desejam feliz natal e um próspero ano novo? É o auge da falsidade, a Dog Ville do mundo real. Tenho certeza que alguém vai achar que sou mal humorada (sim, sou mesmo), mas é que simplesmente não faz sentido nem uma coisa, nem outra. O dia que a Super Interessante provar que a criatividade mora entre as frieiras e que colar adesivos nas vitrines desejando boas festas faz aumentar meu lucro, juro que engulo. 
Escrito por Rúbia às 17h00
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História das coisas - nós somos puro lixo
É, a realidade é dura. Mas é isso mesmo. Somos um lixo. Trabalhamos para kct para comprar muitas coisas, aí acumulamos essas muitas coisas, jogamos montes de lixos dessas muitas coisas (embalagens, sacolas, etc) e não temos tempo para usar essas tantas coisas. É ridículo, mas adoramos ter as muitas coisas, é moderno, tá na moda, eu preciso, eu quero, todo mundo tem, eu tenho, você não tem, igual a tesourinha do Mickey. Enfim, reparei na quantidade absurda de lixo que jogo todos os dias e quase dei um soco em mim mesma. Dá uma olhada nesse vídeo, está traduzido, ótimo para cair na real. 
Escrito por Rúbia às 16h24
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Falta de respeito
*Escrevi sobre isso no outro blog, aquele que vcs conhecem. :P Quando digo que o mundo está perdido, meus amigos me chamam de velha. Que pareço uma vó falando. Mas é verdade! Eu, que convivi com minha avozinha, que Deus a tenha, sempre dizia isso. E concordava, porque sempre comparei com as histórias que minha avó contava da época dela. Resumindo, posso ter cabeça de velha, mas é melhor que ter de certos imbecis que vejo por aí. Por exemplo, esse cidadão sobre quem vou falar. E por falar em vó, essa história fala sobre uma das milhares de vózinhas que tem por aí, e que retrata bem qualquer uma delas. Pois bem, voltando para casa, acho que na quarta-feira, vivi mais um dia daqueles. Cotoveladas, empurrões e as encoxadas de sempre. Mas entou uma velhinha com uma imensa sacola na mão e nenhum cidadão com sua traseira sentada no banco ousou se levantar para dar assento à vovó. Eu cutuquei um infeliz que fingia dormir e o fiz levantar. Depois que todo mundo desceu na Consolação, para pegar o metrô, consegui me sentar e comecei a ler um livro. De repente, sobe quele futum. A vózinha, tadinha, provavelmente não via um bom banho há milênios, bem se via que era indigente, judiação... Foi aí que o imbecil do cobrador começou a falar bem alto com o motorista, dizendo que velho tinha que morrer antes de apodrecer por dentro, que eles fediam, que aquele cheiro tinha feito ele perder o sono e a fome, um perfeito idiota. Eu, barrequeira que sou, tive vontade de chutar aquele imbecil, arremessar meu livrão do Nelson Rodrigues na cabeça daquele escroto. Mas fiz melhor. Desci do busão, anotei a placa e liguei para a SPTrans. Denunciei o infeliz e me pediram para ligar em 20 dias para saber o que aconteceu com ele. Deus que me perdoe, mas espero que ele tenha a maior lição de moral da vida dele. E espero que ele chegue bem velhinho e fedido num ônibus um dia e todo mundo tire sarro dele. Imbecil. 
Escrito por Rúbia às 15h23
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