Hospital Santa Cruz– uma meeeeerda

 

Ontem estava tossindo feito a peste e com uma gripe de lascar. O povo do trabalho, já morrendo de medo que estivesse com a gfripe suína, me mandou ir ao médico. Fui ao pronto socorro porque já era tarde para conseguir uma colsulta numa clínica. Cheguei lá umas 18:30 e tinha pelo menos uma centena de pessoas na minha frente. Mas pensei que, por causa da tal gripe, tivesse bastante médico pra atender todo mundo. Ledo engano, olha só.

Para começar, todo mundo sem máscara. Pacientes, recepcionistas, enfermeiros, médicos. Era uma festa de vírus e bactérias naquele lugar. Os acompanhantes, provavelmente, hoje acordaram doentes. Fiquei horas para ser chamada na recepção, para fazer uma simples ficha. Claro, duas moças para um bilhão de doentes.

Bem, estou lá, lendo meu livro sobre Ayurveda, tentando ficar calma e paciente. Quando olho no relógio, já são mais de 20:00h e eu nem sequer tinha passado na triagem. Foi quando ouvi a campaínha da senha e... pularam meu número! Fui reclamar e eles nem sabiam da minha ficha, perderam! Fiz outra, com a maior calma indiana do mundo, aproveitando os ensinamentos do livro. Passado um tempo, me chamam na triagem. Não estou no grupo de risco da gripe suína. E lá vou eu esperar a próxima etapa: a consulta.

Ah, antes de mais nada, deixa eu lembrar que não é hospital público, hein? Pago muito bem aquela porcaria de Unimed. E eu lá. Tica tac tica tac. E nada. E eu lendo. E gente vomitando. E gente desmaiando. E gente reclamando. E eu lá, lendo.

Quando deu 22 horas, já comecei a falar alto, sabe como é... Quase chutando as portas, quase chutando todo mundo. DOIS médicos. Só isso. E eles atendiam um, em 5 minutos, e demoravam mais 40 minutos para chamar o próximo. E não tô exagerando. Lá pelas tantas (já tinha parado de olhar o relógio para não piorar a situação), meu número é chamado, aleluia! Para meu espanto, um médico super gentil, pedindo mil desculpas. Pô, me quebra as pernas assim, né? Nem consegui xingar ele, fui até simpática. Ele me pediu um raio X, para ver como andava o meu pulmão (que não é lá essas coisas). E lá vai mais chá de cadeira.

Esperando no corredor, ouço uma gritaria e risadas dentro da sala de raio X. Não tive dúvidas. Dei 5 batidas fortes na porta, e só se ouve um grilinho, cri cri cri... um feno rolando apareceu... e um cara abriu a porta, com a maior cara de pau do mundo, e mais dois lá dentro, fingindo analisar uma chapa. Parecia cena de filme. Eu reclamei, lógico. E fui atendida, entre idas e vindas à enfermaria.

Feito o Raio X, tinha que esperar ficar pronto. Ai... E eu só com o almoço. Mas essa parte, graças a Deus, foi rápida. Só que agora eu tinha que esperar o médico voltar para ver, e ele estava em outro andar, atendendo uma emergência. Mais algum tempo e ele aparece. Entro na sala com ele, e mais uma vez ele é muito simpático.

Resultado da noite: Os dois pulmões meio encatarrados, uma receita de cortizona, uma fome da pega (tava desde o almoço sem comer) e chegando em casa no dia seguinte. Já passava da meia noite.



Escrito por Rúbia às 16h19
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